Analisando o texto, observamos como assunto inicial, a
importância da Educação a Distância para a ampliação do acesso ao ensino superior
a pessoas que não teriam a oportunidade de frequentar cursos presenciais devido
a problemas diversos como falta de tempo e principalmente à distância. A
possibilidade de escolher os horários em que verá os conteúdos e estudará abre
uma nova gama de possibilidades a pessoas que provavelmente de outra forma
nunca seguiriam as regras e limitações do ensino presencial regular. As aulas
constantemente presentes, independentes dos horários em que os estudantes podem
vê-las, além do contato, ironicamente mais próximo, em relação ao professor, já
que o mesmo pode tirar dúvidas que não necessariamente precisam ser vistas de
imediato, pois ficam salvas no ambiente até que o aluno questionador possa
vê-la.
A proposta do autor parece ser a
de justamente tentar apontar formas em que os meios virtuais podem auxiliar no
processo de aprendizagem e de aproximação dos alunos de educação à distância em
relação aos professores tutores e aos problemas observados nos projetos
políticos pedagógicos das instituições de ensino que trabalham com essa
modalidade educacional que apesar de apresentarem ideias de formação do
conhecimento a partir da experiência e desenvolvimento individual do aluno,
caem em problemáticas já bem conhecidas e ainda não resolvidas da educação presencial.
Em outras palavras, o ensino a distância propõe um tipo de educação baseada no
construtivismo e na liberdade, mas que continua limitada por currículos
conservadores.
A partir daí, o autor sugere
analisar três teóricos da aprendizagem para buscar entender essa séria
dicotomia entre a teoria e a práxis em relação a ambientes virtuais e suas utilizações
em Educação a Distância dividindo seu texto em uma análise particular de cada
um dos casos.
A conclusão do texto parte de uma análise sobre educação colaborativa
que segundo o autor foi também conceituada nas idéias de Vygotsky (e sua zona
de desenvolvimento proximal) e Piaget (com sua proposta de operações em
conjunto). A partir daí, entende-se por parte do autor a necessidade de aplicar
ambos os conceitos dentro do processo de desenvolvimento das tecnologias de
aprendizagem, o que envolve completamente os meios virtuais e suas ferramentas.
Finalmente o autor discorre sobre o espaço deixado pelos especialistas em
educação em relação a abordagem da temática e propõe uma reflexão aprofundada a
partir das teorias apresentadas no decorrer do texto, de uma forma que favoreça
a mudança de métodos que se apresentam como construtivistas, mas que na
realidade se prendem a pontos
tradicionais e danosos à aprendizagem.
Vladimir Sousa

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